| A COMUNICAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES
DO SÉCULO XXI
Por Rogério dy la Fuente
Desde as pinturas nas paredes das cavernas aos atuais blogs
na Internet – diários pessoais virtuais e públicos
– a comunicação sempre exerceu papel estratégico
e fundamental nas relações humanas. Ao longo
do processo de evolução da humanidade mudanças
substanciais ocorreram, mas uma coisa permanece imutável:
continuamos, tal como o homem das cavernas, competindo pela
sobrevivência, tanto na condição individual,
quanto na forma de “tribos” corporativas. E neste
processo evolutivo, a comunicação é cada
vez mais essencial e determinante do sucesso.
Evoluíram também as relações
sociais e as mídias. A pintura rupestre deu lugar a
uma trama complexa de meios, formatos, representações
e seus respectivos suportes de comunicação.
Esta diversidade de mídias e linguagens é algo
com que poucas organizações no mundo intensamente
globalizado e competitivo em que vivemos têm condição
de lidar adequadamente. As ameaças à sobrevivência
mudaram e se intensificaram e tornaram o mundo corporativo
um lugar perigoso para amadores.
Até quem não deve, teme. Não é
para menos. Há pouco mais de 100 anos a principal forma
de comunicação de uma organização
com seus públicos, fosse ela pública ou privada,
se dava quase exclusivamente por meio de impressos. Cartazes,
folhetos, reclames... Quando os recursos eram escassos, ocorria
mesmo era através do conhecido e potencialmente ineficaz
boca-a-boca.
Principalmente a partir da primeira década do século
passado, a evolução nas teorias, nos meios e
na prática da comunicação foi muito acentuada.
A velocidade dos desenvolvimentos tem sido acelerada e na
“selva” social do século XXI é limitado
o crescimento, ou mesmo não há mais espaço,
para quem não se comunica adequadamente. Atire a primeira
pedra se você jamais recusou receber um panfleto distribuído
na rua ou em um cruzamento de trânsito. Somos invadidos
por sinais praticamente todo o tempo e, para sobreviver bem,
é preciso saber corretamente como interpretar, selecionar
o que interessa e também comunicar.
Na sofisticação da arena corporativa a comunicação
ganhou várias especificidades: publicidade, propaganda,
relações públicas, relações
com o mercado, com o consumidor, relações com
a mídia. Vários empreendedores, porém,
insistem em não ver isto corretamente. Como pintamos
as paredes desde as cavernas, todos falamos e muitos lêem
e escrevem, não raros são os casos de empreendedores
viram seus negócios sucumbir, ou perderam dinheiro
em decorrência do clássico erro de utilizar inadequadamente
recursos de comunicação. A mais recente das
esparrelas é chamar “o sobrinho que entende de
internet para montar o site da firma”...
Aos poucos, mesmo a mais simples organização
acaba por entender que não vende (quando sua natureza
é comercial) apenas produtos: ela vende imagens, principalmente
informações que constituem sua própria
imagem e a dos produtos. E para complicar ainda mais o cenário,
o maior acesso à informação mudou o perfil
do público, ou se preferir, do consumidor. Há
demandas internas em qualquer organização –
afinal até mesmo o porteiro da empresa é comunicador/vendedor
de sua imagem – e também do ambiente externo.
O desafio de qualquer organização na sociedade
do conhecimento é imenso. Mas não é invencível.
Basta uma receita simples: enfrentamento profissional. Não,
não é necessário que toda empresa tenha
um jornalista, RP ou publicitário contratado, mas é
fundamental que recorra a um bom profissional quando estiver
diante de uma decisão importante. Lançar um
produto, substituí-lo,
Rogério dy la Fuente é jornalista
graduado pela UnB, com MBA em Marketing pela ESPM, diretor
licenciado da agência Tudo é Notícia e
atualmente é assessor de comunicação
da organização ambientalista WWF-Brasil |